domingo, 10 de novembro de 2013

LINGUAGEM

Somos todos
versos de uma poesia.
Alguns com vírgulas demais, 
outros com muitos dois pontos.
Uns que usam tanta exclamação
que vivem até entre aspas.

Alguns não respeitam maiúsculas,
enquanto outros ficam
apenas entre parênteses.
Tantos escrevem apenas de si,
que o texto torna-se enfadonho.

Por ironia da linguagem 
é preciso ter ponto final,
mas tem sempre alguém com reticências
que nos dá vontade de ler
seu próximo capitulo.


Marcos tavares