sexta-feira, 7 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

MANTO DA ILUSÃO

O que não muda, desconheço.
Não defino essência do que não vibra,
do que não tem começo, nem nevralgia,

Não reconheço aquilo que não se vê na luz.
Não tem externo, nem limite.
Aquilo que num descuido, no múltiplo se perde
e torna-se medida, 
mente, matéria, miséria,
retina, semente, raiz
e cria num olho vil
-um mundo ilusório e doentio.

Não tem vida ou morte, nem tudo ou nada,
só um indo e vindo indefinível.
Um infinito aqui e agora acontecendo,
sem consciência de si.

Pelo desejo do pecado,
um manto se ergue nas formas.
e de repente se torna,
mãos, pés, orelha, câncer,
pinto, buceta, rins, carranca...
olho por olho de cada experimento,
que bate no coração,
distrai minha realidade
e se encanta com a ilusão.


Marcos tavares