terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

MINHA MORADA


Fecho os olhos e penso
que posso me esconder,
que meus olhos podem escolher
pra onde eu quero olhar
e acredito poder procurar
destinos pra seguir.

Tranco a porta e sinto
que tenho onde habitar,
que em minha morada
as grades irão me conter
e acredito poder ficar
seguro sem me ferir.

Ando pelo mundo
querendo ter
o que não deveria carregar
e vou acreditando me faltar
o que seria inútil conseguir
e que nunca poderia levar

Abro os olhos e penso
que não me iludo ao tomar
os teus olhos como os meus
como se os meus,
já não fossem os teus.
Como se o chão que tento domar
não fosse um dia, me hospedar.


Marcos tavares