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terça-feira, 13 de setembro de 2016

A MINHA JURA

Hoje os inimigos são outros
e os que querem minha cabeça
estão atrás das paredes.
Sei que os mereço, embora,
não mais os conheça,
nem neles reconheço
os motivos deles
me manterem vivo.

Hoje, os amigos são raros.
A vontade do mundo voraz
já não me atrai.
Ainda me habito
neste afã que subjugo,
mas não mais me pertenço,
apenas existo na lucidez
neste domingo de manhã.

Hoje o meu mar é até o portão,
os ventos me visitam impacientes.
Não sabem nada de mim,
(da minha jura),
da lágrima que cai
como penitencia,
mas não cura
nem perdoa
os danos causados em mim
que acusei ao mundo. 


Marcos tavares



A MINHA JURA

Hoje os inimigos são outros
e os que querem minha cabeça
estão atrás das paredes.
Sei que os mereço, embora,
não mais os conheça,
nem neles reconheço
os motivos deles
me manterem vivo.

Hoje, os amigos são raros.
A vontade do mundo voraz
já não me atrai.
Ainda me habito
neste afã que subjugo,
mas não mais me pertenço,
apenas existo na lucidez
neste domingo de manhã.

Hoje o meu mar é até o portão,
os ventos me visitam impacientes.
Não sabem nada de mim,
(da minha jura),
da lágrima que cai
como penitencia,
mas não cura
nem perdoa
os danos causados em mim
que acusei ao mundo. 


Marcos tavares



terça-feira, 6 de agosto de 2013

EU VOU ERRAR


Eu vou errar...
como todo ser
que pensa em acertar,
que luta pelo que crê. 
Irei até onde os pés deixarem
e o coração pretender sonhar. 

Eu vou errar...
fraquejar diante dos meus limites,
da fronteira que me impedirá prosseguir e
ver no peso da minha pedra
o motivo que fará
me entregar.

Eu vou errar...
querer abrigo
ser amado
por quem puder me amar,
sofrer por quem me fizer 
sentir vontade de chorar.

Viverei sempre
querendo acertar,
sem saber se o caminho
me fará chegar
ao destino que quis traçar,
mas poderei olhar pra trás
e ver que fiz
tudo que estava
em minhas mãos
poder fazer.



Marcos tavares 


sábado, 6 de outubro de 2012

MOTIVO



Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei.
Não sei se fico ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E sei que um dia estarei mudo:
- mais nada



Cecília Meireles



sábado, 22 de setembro de 2012

PRELÚDIO



Foi por viver intensamente
Que amei esta carne
E a fisionomia secreta dos seres
Foi por amar a vida
Que beijei o ventre
E colhi o sonho do sol
Para proteger o homem e a natureza
Foi por ter submetido o coração ao amor
Que submergi nos olhos
No calor vivo das emoções
Sem haver negado qualquer alegria
Nem mesmo projetado qualquer mentira
E foi justamente por ter amado
Que acalentei a dor e a solidão
E renasci eternamente menino.

Luis Alberto Machado